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September 20 AS JÓIAS DA NAÇÃO – PROF. CARLOS CALDAS
PROF. CARLOS CALDAS
Carlos Caldas nasceu em Oliveira de Frades em 27 de Junho de 1960. Fez a licenciatura na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1984, tendo sido o primeiro classificado do curso. Entre 1985 e 1988 cumpriu o Internato Geral e o início do Internato de Especialidade de Medicina Interna, no Hospital Universitário de Santa Maria, em Lisboa. Alguns anos mais tarde, de 1988 a 1991, fez Residency in Internal Medicine, University of Texas Southwestern Medical Centre, Dallas, Estados Unidos. Continuou mais três anos nos EUA, tendo feito o Fellowship in Medical Oncology, no Johns Hopkins University and Medical Institutions, Baltimore, obtendo o Certification em Internal Medicine (1991) e em Medical Oncology (1994), pelo American Board of Internal Medicine. Foi Senior Research Fellow, Chester Beatty Laboratories, Institute of Cancer Research, Londres, de 1994 a 1996. Obteve o European Certification in Medical Oncology no ano de 1994. É membro do Specialist Register em General Medicine and Medical Oncology, do General Medical Council do Reino Unido, (desde 1996), e foi Senior Clinical Research Associate, no Department of Oncology, University of Cambridge (09/1996-10/2002). Foi Principal Investigator do Cambridge Institute for Medical Research, School of Clinical Medicine, University of Cambridge (9/1998-9/2001) e em seguida Senior Investigator, Cancer Genomics Program, Hutchison/MRC Research Centre, School of Clinical Medicine, University of Cambridge (9/2001-1/2007).
Publicou até hoje 116 artigos em revistas peer-reviewed, incluindo 22 como primeiro autor e 48 como autor sénior. É investigador independente desde Setembro de 1996 quando estabeleceu o seu grupo. Neste momento é Senior Group Leader no Cancer Research UK Cambridge Research Institute onde dirige o Breast Cancer Functional Genomics Laboratory. Tem quatro estudantes de doutoramento e seis post-docs. No total, com técnicos, computer officers e enfermeiras de investigação, a equipa de Carlos Caldas tem 19 elementos. A investigação que prossegue tem dois grandes objectivos. O primeiro é caracterizar as alterações moleculares no cancro da mama de forma a revelar os mecanismos da transformação maligna e ‘traduzir’ esta informação na clínica para melhor diagnóstico, prognóstico e tratamento. O segundo objectivo é descobrir as causas de predisposição genética para cancro do estômago Carlos Caldas é conhecido na comunidade científica pelas suas contribuições para o estudo da biologia molecular do cancro, com um foco em cancro da mama e cancro do estômago, e para o desenvolvimento de aplicações clínicas nos campos do diagnóstico, medicina predictiva e terapia moleculares.
«Regressar a Portugal? Nesta vida académica não se diz nunca!», afirma, explicando que sempre disse depender da oportunidade certa! Mas sente-me muito bem em Cambridge e será difícil voltar nos anos mais próximos. «Sou um privilegiado: participo num projecto ambicioso que quer transformar o Cambridge Cancer Centre num dos melhores do Mundo», refere Se quiser saber mais clique aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Caldas
Temos orgulho em si Professor. Será que o nosso governo seja ele qual for não pode fazer um pouco mais para que a investigação seja feita no Paìs de origem destes brilhantes cientistas, que são formados pelas nossas faculdades???????
CONTOS PARTILHADOS – II - A DÉCADA DE TODAS AS SUSPEIÇÕES
E EIS O SEGUNDO CONTO PARTILHADO A MINHA AMADA IRMÃ DE CORAÇÃO TEVE UM MOMENTO DE INSPIRAÇÃO ( O QUE NELA NÃO É NADA INCOMUM) E ENVOU-ME ESTE INICIO BRILHANTE PARA O NOSSO 2º CONTO PARTILHADO ASSIM, OS FELIZES COMTEMPLADOS DESTA VEZ SERÃO:
ERG CHEBBI PRINCESA GILDA E EU TEREI MAIOR PRAZER DE FINALIZAR A “ OBRA PRIMA”
OS PRAZOS SÃO DADOS AOS INTERVENIENTES POR MENSAGEM PRIVADA ORA “ ESTIMULEM O APETITE” NO BRILHANTE INÍCIO DA NOSSA LIZ
A DÉCADA DE TODAS AS SUSPEIÇÕES
Tinha as mãos geladas e a cabeça a mil à hora. Também não era para menos, estávamos em finais da década de sessenta, num pais em ditadura e ela, ali, numa típica tasquinha lisboeta que na verdade servia de sede clandestina à oposição. Desde que entrara, há cerca de uma hora atrás, todos os olhares estavam pregados nela como se a trespassassem feito RX. Havia apenas uma mulher no meio daqueles homens de rosto fechado e ar desconfiado mas também ela a olhava com desconfiança. Até aquele momento tinha encarado a situação com segurança, sempre fora uma mulher corajosa e determinada, tinha entrado ali com um objectivo e não sairia dali sem o cumprir. Mas de repente toda a sua segurança se evaporou. Um homem que parecia ser o líder, aproximava-se da mesa onde estava sentada bebendo a sua laranjada, Era alto, cabelo pelos ombros e com um ar aterrador. Não sabe se se passaram horas ou segundos até o sujeito se sentar à sua frente. Todo o seu corpo tremia quando alguém por detrás dela lhe pousou a mão no ombro e disse: - Desculpa querida não te vi chegar, vamos? Era o desconhecido que tinha estado o tempo todo a observá-la. Tinha-lhe despertado a atenção porque a olhava de forma diferente dos outros e também ele, de alguma maneira que não sabia explicar, era diferente dos outros. Decidiu que o melhor a fazer era sair dali com ele. À saída, enquanto caminhavam pelo passeio ele passou-lhe o braço por cima dos ombros, atitude que ela não gostou nada mas antes que pudesse barafustar ou tomar qualquer outro gesto de rejeição já ele começara a pregar-lhe um grande sermão. Tinha um ar zangado e sem que ela tivesse tempo para responder fazia perguntas sucessivas: que fazia uma mulher sozinha num local como aquele? Se não sabia o perigo que corria ao entrar numa tasca clandestina da oposição? Não é que fosse uma organização terrorista ou algo do género mas podia ser confundida com uma informante da policia politica,. De repente parou e olhou-a nos olhos, era isso aquela mulher era uma espiã. Ela percebeu o pensamento dele mas não se importou muito com isso, tudo o que ela queria era livrar-se daquele desconhecido e continuar com a sua vida. E é quando tenta libertar-se do braço sobre o seu ombro que ele lhe diz: - Por sua causa também o meu disfarce foi por água a baixo. Temos que sair os dois daqui! Verificando que ela não estava a acreditar no que ele lhe dizia, conduziu-a até uma montra em frente da porta da tasquinha para que ela pudesse ver reflectida no vidro a imagem do homem que ainda os observava. Finalmente convencida da boa fé do seu salvador resolveu contar-lhe a sua história: Era portuguesa a viver no estrangeiro e tinha entrado em Portugal clandestinamente para fazer uma reportagem sobre o regime de ditadura e os movimentados clandestinos da oposição. Estava ali, naquele momento sem ter para onde ir. Convidou-a para ir para casa dele e ela aceitou. Percorrida quase metade da cidade, a casa dele ficava bastante distante, mostrada a casa seguida da sua instalação no quarto que era dele mas que ele gentilmente lhe cedera ficando no sofá ali estava ela, em casa daquele desconhecido de quem nem sequer sabia o nome. Quem seria aquele homem que tão prontamente a ajudou? Que faria naquele local? Membro do movimento já tinha ficado claro que não era, seria um polícia infiltrado? E ela? Ainda teria a hipótese de continuar com a investigação? September 11 CONTOS PARTILHADOS – I – OLHOS QUE NÃO SE VÊEM
Uma vida inteira de felicidade era o que recordava, enquanto descansava um pouco, sentada numa das mesas de restaurante que resolvera inaugurar alguns meses atrás. Mais um dos seus famosos: criar primeiro, pensar depois. Fora sempre a impulsividade que a guiara e seduzira, a sua maior virtude, mas igualmente o seu maior defeito. Mas, feitas as contas o balanço era mais que positivo. Tinha em todas as circunstâncias conseguido alcançar o que desejava. Sempre!. Muitas vezes inesperadamente. Por isso, sempre que se analisava (como agora, aproveitando o único minuto em que se sentava desde as cinco da manhã), chegava sempre á mesma conclusão: era feliz e realizada. Absolutamente realizada.Um curso superior que não exercia por opção, por sempre haver posto a família em primeiro lugar, um companheiro de há doze anos maravilhoso, dedicado, apaixonado e principalmente “a cereja no topo do bolo”, um filho absolutamente brilhante, saudável, lindo e inteligente.
Perante aquele que era a sua "metade" durante anos... ela simplesmente não reagia. Ele soube. Puxou-a para junto dele e desligou a televisão. O silêncio gerando naquele momento foi tão pesado como doloroso. Ela pensou que não iria aguentar. Olhou-o pelo canto do olho e sentiu naquela presença uma segurança tão forte, um suporte indestrutível nem por mil tempestades. E ali estava ele como se já soubesse o que ela lhe queria contar, aconchegou-a a si como que a dizer-lh para nada recear. - Tenho frio... - foi o que ela conseguiu dizer. E ele abraçou-a. Foi o suficiente. Automaticamente surgiram as palavras, os factos, os sentimentos... Tudo isso aconteceu sem pausas, sem receios, sem remorsos. A expressão dele continuava inalterável e isso, chegou a assustá-la um pouco mas ao mesmo tempo deu-lhe as forças suficientes para falar tudo o que lhe vinha da alma, do coração... Acabou... Foi enorme o alivio que sentiu mas a expectativa de uma reacção queimava-lhe as entranhas. O silêncio que se seguiu foi menos doloroso mas bem mais pesado. Esperava a pergunta mais "tradicional"? " - Tu o que queres fazer?" Mas ela não veio e o silêncio prolongou-se por mais uns momentos e então ela ouviu: - Vai! Se sentes que essa é a tua felicidade, vai! Mas por favor, vai só se tiveres a certeza que essa será a tua felicidade. Tu és a mãe do meu filho, tu és a felicidade que encontrei e da qual nunca duvidei estes anos todos. Os dois são a minha felicidade plena. Eu só quero ter a certeza que sempre que te tiver a meu lado é por sou também a tua felicidade! Beijou-a na face e saiu. Mais silêncio...mais dor e aquele peso enorme! Mas não era peso na consciência, era o peso da decisão. Ouviu um qualquer barulho vindo do quarto do filho, levantou-se e foi ter com ele. Em menos de um piscar de olhos lá estava ela envolvida em mais uma actividade do seu príncipe, alheando-se voluntariamente daquela realidade em que agora vivia. De um momento para outro viu-se a marcar actividades com o filho e com o seu companheiro exactamente na mesma altura que sucederiam os "encontros não marcados". Esses mesmos nunca mais aconteceram e tão pouco lhos foram cobrados. O seu quotidiano manteve-se inalterável entre família e trabalho, trabalho e família. Porque ali é que está a sua metade, o seu suporte indestrutível, aquele que sempre, além da estabilidade sempre a respeitou e aceitou tal qual é. Por vezes... há dias em que o pensamento a atraiçoa mas ela limita-se a sorrir e até a suspirar como quem acabou de ter uma boa recordação. Mas claro que a historia, poderia muito bem, ter um começo diferente! Mas claro que eu tenho a lucidez, para saber distinguir, um dia mau, de um bom. Talvez por isso, a história de outros nos diga tanto. Porque nos revemos no que não somos mas queríamos ter sido, no que fomos mas não quereríamos ter sido, no que nunca fomos, no que sempre seremos. Talvez por isso para cada um de nós haja um final diferente para: Olhos que não vêem …………… September 03 CONTOS PARTILHADOS – OLHOS QUE NÃO VÊEM
Finalmente o tão aguardado CONTO PARTILHADO Agradeço o vosso interesse por este pequeno contributo para a literatura nacional Se porventura nestes contos a 4 mãos que hoje iniciamos, viermos a encontrar material que possa ser compilado para depois tentarmos publicar e reverter as eventuais receitas para a caridade, ideia da minha ENORMISSIMA amiga Angelina Andrade, que há muito dedica a sua vida a causas humanitárias muito válidas, assim o faremos.
Sem mais demoras, o primeiro Conto Partilhado vai chamar-se Olhos que não vêem conforme combinado será iniciado por mim. As primeiras 3 mãos restantes serão e por esta ordem: Angelina Andrade Liz Ana
Entreguei hoje por mensagem a primeira parte do Conto ( do qual vos deixo um excerto para abrir apetites) à minha querida Angelina que tem até ao próximo dia 13 de Setembro para o continuar e enviar também por mensagem à Liz que o passará até ao dia 20 de Setembro à Ana e esta o enviará completo até ao dia 27 de Setembro. Até ao dia 30 de Setembro será publicado o conto na íntegra para quem queira apreciar. No dia 4 de Outubro outro Conto será entregue a outras 3 mãos das já inscritas neste espaço ou outras que entretanto se venham a inscrever
OLHOS QUE NÃO VÊEM
AS JÓIAS DA NAÇÃO – DR JOSÉ SILVA
Mais uma autêntica jóia da nação a navegar em águas estrangeiras O seu nome não deixa equívocos quanto à sua origem, já que dois nomes mais portugueses que José e Silva será difícil de encontrar. Tomou o caminho da biologia e mesmo tendo concluido a licenciatura na cidade do Porto, rumou a Londres. Onze anos depois chefia um Laboratório na Universidade de Cambridge. Este investigador de apenas 35 anos de idade tem artigos publicados nas mais prestigiadas revistas científicas mundiais, é um homem determinado. No Reino Unido entrou em contacto com a investigação de ponta e descobriu o que faz uma célula adulta regressar ao estado estaminal embrionário. Com esta brilhante descoberta abriu caminhos ( que agora explora) para a cura em definitivo de doenças como a de Alzheimer e Parkinson O gene NANOG (terra dos sempre jovens em gaélico) é a chave do processo de regressão. Nas palavras deste investigador: “ Há doenças que não têm de existir … Não aceito que as coisas tenham de ser como são” Embora gostasse não será tão cedo que voltará a Portugal, já que apesar de sentir que tem havido alguma evolução no campo da investigação, diz José Silva: Aqui (em Londres) as regras são bem claras: se fazes um bom trabalho tens financiamento para continuar a investigação. E, não havendo dúvidas acerca da qualidade do trabalho deste investigador e de tantos outros espalhados por esse Mundo fora, pergunto eu: Qual é a parte desta frase que os nossos governantes não entendem?????????
Parabéns Dr. José Silva !!!! Temos orgulho em si !!!! |
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