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ORGULHO LUSITANO

Escrever como quem presta um serviço
September 20

AS JÓIAS DA NAÇÃO – PROF. CARLOS CALDAS

 

PROF. CARLOS CALDAS

 

Carlos Caldas nasceu em Oliveira de Frades em 27 de Junho de 1960.

Fez a licenciatura na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1984, tendo sido o primeiro classificado do curso. Entre 1985 e 1988 cumpriu o Internato Geral e o início do Internato de Especialidade de Medicina Interna, no Hospital Universitário de Santa Maria, em Lisboa. Alguns anos mais tarde, de 1988 a 1991, fez Residency in Internal Medicine, University of Texas Southwestern Medical Centre, Dallas, Estados Unidos.

Continuou mais três anos nos EUA, tendo feito o Fellowship in Medical Oncology, no Johns Hopkins University and Medical Institutions, Baltimore, obtendo o Certification em Internal Medicine (1991) e em Medical Oncology (1994), pelo American Board of Internal Medicine.

Foi Senior Research Fellow, Chester Beatty Laboratories, Institute of Cancer Research, Londres, de 1994 a 1996. Obteve o European Certification in Medical Oncology no ano de 1994.

É membro do Specialist Register em General Medicine and Medical Oncology, do General Medical Council do Reino Unido, (desde 1996), e foi Senior Clinical Research Associate, no Department of Oncology, University of Cambridge (09/1996-10/2002).

Foi Principal Investigator do Cambridge Institute for Medical Research, School of Clinical Medicine, University of Cambridge (9/1998-9/2001) e em seguida Senior Investigator, Cancer Genomics Program, Hutchison/MRC Research Centre, School of Clinical Medicine, University of Cambridge (9/2001-1/2007).


Saiu de Portugal «na procura da excelência», diz.

Em 2002 foi eleito para a Cátedra de Cancer Medicine em Cambridge passando pela primeira vez na vida a ter uma posição permanente (na altura foi recrutado por várias instituições e quase aceitou ir para Vancouver, no Canadá).

Publicou até hoje 116 artigos em revistas peer-reviewed, incluindo 22 como primeiro autor e 48 como autor sénior. É investigador independente desde Setembro de 1996 quando estabeleceu o seu grupo. Neste momento é Senior Group Leader no Cancer Research UK Cambridge Research Institute onde dirige o Breast Cancer Functional Genomics Laboratory.

Tem quatro estudantes de doutoramento e seis post-docs. No total, com técnicos, computer officers e enfermeiras de investigação, a equipa de Carlos Caldas tem 19 elementos.

A investigação que prossegue tem dois grandes objectivos. O primeiro é caracterizar as alterações moleculares no cancro da mama de forma a revelar os mecanismos da transformação maligna e ‘traduzir’ esta informação na clínica para melhor diagnóstico, prognóstico e tratamento. O segundo objectivo é descobrir as causas de predisposição genética para cancro do estômago

Carlos Caldas é conhecido na comunidade científica pelas suas contribuições para o estudo da biologia molecular do cancro, com um foco em cancro da mama e cancro do estômago, e para o desenvolvimento de aplicações clínicas nos campos do diagnóstico, medicina predictiva e terapia moleculares.

 

«Regressar a Portugal? Nesta vida académica não se diz nunca!»,

afirma, explicando que sempre disse depender da oportunidade certa! Mas sente-me muito bem em Cambridge e será difícil voltar nos anos mais próximos. «Sou um privilegiado: participo num projecto ambicioso que quer transformar o Cambridge Cancer Centre num dos melhores do Mundo», refere

Se quiser saber mais clique aqui

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Caldas

 

Temos orgulho em si Professor.

Será que o nosso governo seja ele qual for não pode fazer um pouco mais para que a investigação seja feita no Paìs de origem

destes brilhantes cientistas, que são formados pelas nossas faculdades???????

CONTOS PARTILHADOS – II - A DÉCADA DE TODAS AS SUSPEIÇÕES

 

 

  

 

E EIS O SEGUNDO CONTO PARTILHADO

A MINHA AMADA IRMÃ DE CORAÇÃO TEVE UM MOMENTO DE INSPIRAÇÃO ( O QUE NELA NÃO É NADA INCOMUM)

E ENVOU-ME ESTE INICIO BRILHANTE PARA O NOSSO 2º CONTO PARTILHADO

ASSIM, OS FELIZES COMTEMPLADOS DESTA VEZ SERÃO:

 

ERG CHEBBI

PRINCESA GILDA

E EU TEREI  MAIOR PRAZER DE FINALIZAR A “ OBRA PRIMA”

 

OS PRAZOS SÃO DADOS AOS INTERVENIENTES POR MENSAGEM PRIVADA

ORA “ ESTIMULEM O APETITE” NO BRILHANTE INÍCIO DA NOSSA LIZ

 

A DÉCADA DE TODAS AS SUSPEIÇÕES

 

Tinha as mãos geladas e a cabeça a mil à hora. Também não era para menos, estávamos em finais da década de sessenta, num pais em ditadura e ela, ali, numa típica tasquinha lisboeta que na verdade servia de sede clandestina à oposição.

Desde que entrara, há cerca de uma hora atrás, todos os olhares estavam pregados nela como se a trespassassem feito RX. Havia apenas uma mulher no meio daqueles homens de rosto fechado e ar desconfiado mas também ela a olhava com desconfiança. Até aquele momento tinha encarado a situação com segurança, sempre fora uma mulher corajosa e determinada, tinha entrado ali com um objectivo e não sairia dali sem o cumprir. Mas de repente toda a sua segurança se evaporou. Um homem que parecia ser o líder, aproximava-se da mesa onde estava sentada bebendo a sua laranjada, Era alto, cabelo pelos ombros e com um ar aterrador. Não sabe se se passaram horas ou segundos até o sujeito se sentar à sua frente. Todo o seu corpo tremia quando alguém por detrás dela lhe pousou a mão no ombro e disse:

- Desculpa querida não te vi chegar, vamos?

Era o desconhecido que tinha estado o tempo todo a observá-la. Tinha-lhe despertado a atenção porque a olhava de forma diferente dos outros e também ele, de alguma maneira que não sabia explicar, era diferente dos outros. Decidiu que o melhor a fazer era sair dali com ele.

À saída, enquanto caminhavam pelo passeio ele passou-lhe o braço por cima dos ombros, atitude que ela não gostou nada mas antes que pudesse barafustar ou tomar qualquer outro gesto de rejeição já ele começara a pregar-lhe um grande sermão. Tinha um ar zangado e sem que ela tivesse tempo para responder fazia perguntas sucessivas: que fazia uma mulher sozinha num local como aquele? Se não sabia o perigo que corria ao entrar numa tasca clandestina da oposição? Não é que fosse uma organização terrorista ou algo do género mas podia ser confundida com uma informante da policia politica,. De repente parou e olhou-a nos olhos, era isso aquela mulher era uma espiã.

Ela percebeu o pensamento dele mas não se importou muito com isso, tudo o que ela queria era livrar-se daquele desconhecido e continuar com a sua vida. E é quando tenta libertar-se do braço sobre o seu ombro que ele lhe diz:

- Por sua causa também o meu disfarce foi por água a baixo. Temos que sair os dois daqui!

Verificando que ela não estava a acreditar no que ele lhe dizia, conduziu-a até uma montra em frente da porta da tasquinha para que ela pudesse ver reflectida no vidro a imagem do homem que ainda os observava.

Finalmente convencida da boa fé do seu salvador resolveu contar-lhe a sua história:

Era portuguesa a viver no estrangeiro e tinha entrado em Portugal clandestinamente para fazer uma reportagem sobre o regime de ditadura e os movimentados clandestinos da oposição. Estava ali, naquele momento sem ter para onde ir.

Convidou-a para ir para casa dele e ela aceitou. Percorrida quase metade da cidade, a casa dele ficava bastante distante, mostrada a casa seguida da sua instalação no quarto que era dele mas que ele gentilmente lhe cedera ficando no sofá ali estava ela, em casa daquele desconhecido de quem nem sequer sabia o nome.

Quem seria aquele homem que tão prontamente a ajudou? Que faria naquele local? Membro do movimento já tinha ficado claro que não era, seria um polícia infiltrado? E ela? Ainda teria a hipótese de continuar com a investigação?

September 11

CONTOS PARTILHADOS – I – OLHOS QUE NÃO SE VÊEM

 

 

Uma vida inteira de felicidade era o que recordava, enquanto descansava um pouco, sentada numa das mesas de restaurante que resolvera inaugurar alguns meses atrás. Mais um dos seus famosos: criar primeiro, pensar depois. Fora sempre a impulsividade que a guiara e seduzira, a sua maior virtude, mas igualmente o seu maior defeito. Mas, feitas as contas o balanço era mais que positivo. Tinha em todas as circunstâncias conseguido alcançar o que desejava. Sempre!. Muitas vezes inesperadamente. Por isso, sempre que se analisava (como agora, aproveitando o único minuto em que se sentava desde as cinco da manhã), chegava sempre á mesma conclusão: era feliz e realizada. Absolutamente realizada.Um curso superior que não exercia por opção, por sempre haver posto a família em primeiro lugar, um companheiro de há doze anos maravilhoso, dedicado, apaixonado e principalmente “a cereja no topo do bolo”, um filho absolutamente brilhante, saudável, lindo e inteligente.
Era sempre nestas alturas que se recorria de explicações metafísicas: que estaria no fim do caminho em direcção à Luz, que o seu espírito seria velho no seu caminho e que este seria o último estádio do seu crescimento espiritual. Talvez fosse até a sua última passagem por aqui. É que, apesar de ter sido educada no seio da Igreja Cristã Católica, tinha sede de conhecimento que lhe abrira novos horizontes e que lhe terá aberto o espírito e ser defensora de uma filosofia muito própria de vida, muito sua, muito “sui generis”.
Acreditava piamente que as mágoas, o sofrimento “engolido” diariamente, eram as razões das doenças físicas de todos os seres humanos. Que eram as próprias pessoas que não ultrapassando dores, arrependimentos, angústias “minavam” o seu interior, acabando por definhar todos os seus orgãos e adoecendo. Era defensora e praticante da máxima: Mente sã em corpo são.
Esboçou um largo sorriso e sentiu o cansaço próprio de quem trabalhava há doze horas seguidas. Mas, até o cansaço lhe era agradável. Era sinal que respirava, estava viva, amava.
Eram exactamente cinco da tarde, esperava a chegada da sua funcionária para poder finalmente ir buscar o seu príncipe à escola, e seguir rumo ao seu lar, para o merecido descanso do guerreiro.
Foi, nesse exacto momento que duas pessoas entraram no Bar/Restaurante. Um casal. Os seus olhos dirigiram-se à porta e foi nuns olhos cor de mel, semiencobertos por um chapéu que foram cair e se perderam.
Senhora de uma intuição inigualável, o primeiro pensamento que consegui assimilar (quando recuperou o fôlego) era o de que estaria perdida. Mas porquê? Infelizmente depressa o descobriria. O seu pequeno mundo perfeito estava prestes a ser albarroado, abalado, destruído, deitado por terra.
Dirigiu-se ao balcão, para servir os clientes, como sempre direita, “batendo o salto”, com a segurança que lhe era habitual e que sempre fascinara os homens. Mas, o seu corpo tremia como se a temperatura fosse negativa (apesar de estarmos num Maio quente e ensolarado). Desejou sinceramente que esta sensação não fosse visível a mais ninguém que não ela própria.
Foi gentil, cordial e afável como sempre, mas os seus olhos mergulhavam nos dele de cada vez que o olhava. Mergulhavam, naufragavam e não queriam mais voltar daqueles dois lagos profundos, tímidos, doridos e tão doces, mas ao mesmo tempo tão atormentados.
Respirou bem fundo e retomou as rédeas da situação. Sempre fora segura de si mesma, e agora “já madura” seria ainda mais se preciso fosse.
Mas, o café servido não demorou os cinco minutos a tomar, como tanto desejara e um autêntico íman a atraía na direcção daquele estranho com quem não demorou a iniciar uma conversa, que resultaria numa imensa, intensa e avassaladora história de amor e de encontro de almas predestinadas. Tão intensa, quanto curta.


Ser feliz tem que ser apenas um conceito, ou então as minhas estruturas não ficariam abaladas por aquele olhar….
E como ficaram abaladas…
Após vários e sucessivos adiamentos, ali estávamos nós. Primeiro encontro: Emoções em turbilhão, gestos desordenados, olhos que se esquivam tímidos, e ao mesmo tempo ávidos.
Deixei-me ir na maré, sem ideias, do que poderia ser, como iria ser, se iria ser: não pensava.
Se alguém mais tarde, me dissesse que me tinha visto flutuar, eu teria acreditado, tal o turbilhão de sentimentos, e emoções, que me toldava o raciocínio.
Como se tinha marcado o encontro? Sei lá! Lembro vagamente um número de telemóvel que se trocou. A ideia de que nenhum de nós iria comparecer no encontro.
E afinal ali estava eu, perante um desconhecido, mas com a firme convicção de que sabia tudo dele, que o conhecia, mais do que ele próprio se conhecia. Sabia! Tinha quase a certeza que conhecia o sabor daquele beijo, macio, envolvente, e depois ávido e faminto, quase dolorido.
Sentiu-se envolvida naqueles braços, num impulso alucinante : era como se, se engalfinhasse com o destino.
Era uma mulher madura, resolvida, mas sentia-se como se até ali, apenas fosse uma criança, e de repente, desabrochava mulher.
O contacto com aquele corpo, era a simbiose perfeita. Ali estava a meta, o encontro, com o destino, ao qual, não se poderia esquivar.
O ventre, e os seios arfavam, sentia-se no meio de uma tempestade, sem terra á vista, deixou-se ir na corrente, entregou-se, e naufragou naqueles olhos.
E naquele momento toda a felicidade era dela.
Mas então, e até ali não tinha sido feliz? Tinha com certeza. Se se sentira uma mulher realizada em toda a sua plenitude não poderia ter sido mera ilusão … ou então a própria vida era uma ilusão.
No fundo daqueles olhos a harmonia entre o ser e o estar, um sentir de novas e inebriantes experiências que lhe agradavam mas, também deitavam por terra todos os conceitos que tinha gerado até ali. Aceitar que o que sentia agora, ali naquele momento era a verdadeira felicidade era negar tudo o que tinha dado como certo, era consentir que tinha vivido uma mentira.
Saiu daquele encontro completamente enrolada num turbilhão de pensamentos, sensações e incertezas que jamais lhe houveram passado pela mente. Tudo novo e perturbador. Deliciosamente perturbador!
No caminho até casa não pensou nem uma única vez em como seria dali em diante, que papel teriam aqueles novos sentimentos na sua vida futura? Não se sentia uma traidora mas algo mudara dentro de si. Onde estava a mulher segura que não vacilava nunca? Nem quando teve que decidir sobre a própria vida.
Não tinha sido marcado novo encontro mas ambos saíram de lá certos de que iria acontecer. E no dia seguinte lá estavam os dois, no local e à hora certa.
Perdidos do mundo, numa espécie de acordo tácito desfrutavam daqueles momentos como se cada um fosse o último. Ambos estavam conscientes que tudo aquilo ía contra o padrão da sociedade em que viviam. Cada vez mais reféns do próprio destino.
Não, não podia ser! Ela sempre acreditara que o seu destino era ela quem o fazia – meu tino meu destino! – e comandava. Tudo aquilo não podia passar de um pequeno desvio no caminho que tinha traçado para si mesma, um desvio sem importância e sem consequências. E os encontros sucediam-se … intensos, inevitáveis, cada vez mais frequentes. Como uma droga altamente viciante.
Os retornos a casa foram sendo cada vez mais dolorosos e terrivelmente vestidos de culpa, nunca tinha mentido ao seu companheiro, sempre juraram um ao outro que sempre seriam sinceros. E ela não estava a ser sincera com ele. Mas será que o estava a ser consigo mesma?
Decidiu que não continuaria a esconder …

Decidiu! Mas chegada a hora um nó na garganta, uma apatia estranha no olhar, não regia...
Perante aquele que era a sua "metade" durante anos... ela simplesmente não reagia.
Ele soube. Puxou-a para junto dele e desligou a televisão.
O silêncio gerando naquele momento foi tão pesado como doloroso. Ela pensou que não iria aguentar. Olhou-o pelo canto do olho e sentiu naquela presença uma segurança tão forte, um suporte indestrutível nem por mil tempestades.
E ali estava ele como se já soubesse o que ela lhe queria contar, aconchegou-a a si como que a dizer-lh para nada recear.
- Tenho frio... - foi o que ela conseguiu dizer.
E ele abraçou-a. Foi o suficiente. Automaticamente surgiram as palavras, os factos, os sentimentos...
Tudo isso aconteceu sem pausas, sem receios, sem remorsos.
A expressão dele continuava inalterável e isso, chegou a assustá-la um pouco mas ao mesmo tempo deu-lhe as forças suficientes para falar tudo o que lhe vinha da alma, do coração...
Acabou... Foi enorme o alivio que sentiu mas a expectativa de uma reacção queimava-lhe as entranhas.
O silêncio que se seguiu foi menos doloroso mas bem mais pesado. Esperava a pergunta mais "tradicional"?
" - Tu o que queres fazer?"
Mas ela não veio e o silêncio prolongou-se por mais uns momentos e então ela ouviu:
- Vai! Se sentes que essa é a tua felicidade, vai! Mas por favor, vai só se tiveres a certeza que essa será a tua felicidade.
Tu és a mãe do meu filho, tu és a felicidade que encontrei e da qual nunca duvidei estes anos todos. Os dois são a minha felicidade plena. Eu só quero ter a certeza que sempre que te tiver a meu lado é por sou também a tua felicidade!
Beijou-a na face e saiu.
Mais silêncio...mais dor e aquele peso enorme! Mas não era peso na consciência, era o peso da decisão.
Ouviu um qualquer barulho vindo do quarto do filho, levantou-se e foi ter com ele. Em menos de um piscar de olhos lá estava ela envolvida em mais uma actividade do seu príncipe, alheando-se voluntariamente daquela realidade em que agora vivia.
De um momento para outro viu-se a marcar actividades com o filho e com o seu companheiro exactamente na mesma altura que sucederiam os "encontros não marcados".
Esses mesmos nunca mais aconteceram e tão pouco lhos foram cobrados.
O seu quotidiano manteve-se inalterável entre família e trabalho, trabalho e família.
Porque ali é que está a sua metade, o seu suporte indestrutível, aquele que sempre, além da estabilidade sempre a respeitou e aceitou tal qual é.
Por vezes... há dias em que o pensamento a atraiçoa mas ela limita-se a sorrir e até a suspirar como quem acabou de ter uma boa recordação.

 Mas claro que a historia, poderia muito bem, ter um começo diferente!
Afinal, quem são os personagens?
Era uma vez, pois assim começam todas as historias, várias amigas, que de forma velada ou talvez não, resolveram partilhar as suas vidas.
Quem sabe, talvez como forma de se auto analisarem…
Todas diferentes, todas iguais.
Quem somos, como somos, para onde vamos?
Que pretendemos afinal, fazer auto análise ?
Quando somos na nossa vida confrontados, com uma encruzilhada, por acaso vamos pedir a alguém, que nos aconselhe?
Não meus amigos, ficamos ali a olhar para os dois caminhos, dois túneis sem nenhuma luz ao fundo.
Nenhuma experiência de vida, nos prepara para enfrentar as encruzilhadas.
Nenhum dos conhecimentos que adquirimos ao longo da vida, nos safa desta, nos abre os olhos, para tomar a decisão certa.
A luz ao fundo do túnel, é uma utopia, o fundo do túnel, é ainda a etapa do desconhecido, pois na vida, cada dia, é uma etapa que não esta definida.
Claro que pode estar delineada, mas somente isso, delineada…
Ao longo da vida, caminhamos, tropeçamos caímos, partimos a cara desfazemos o coração, vamos ao fundo do poço.
Quantas vezes dizemos, quase como um último suspiro, estou no fundo, não posso cair mais.
E num lindo dia de sol, tem sempre que ser, um lindo dia de sol, faz parte do nosso romantismo.
Mas claro que pode muito bem ser, num dia em que chove a cântaros, quando as bátegas, nos caiem em cima, nos enregelam os ossos, e o vento nos fustiga, e nos diz: Acorda imbecil, ainda estas viva e vais continuar.
Portanto sacode a poeira, junta os cacos, remenda-te, pois vais ter que viver.
Estás inteira?
Estás amputada?
Que importa, o teu destino é viver, e talvez, aprender.
Voltarás a cair, as vezes que forem precisas, umas vezes aprendendo, outras desaprendendo, e assim será ate ao fim.
Dilemas todos temos, fantasmas também…
Uns dias estamos mais frágeis, vergaremos como a cana do Bambu.
Mas o Bambu, parece frágil, mas não é.
Dobra, mas não quebra.
A nossa força é demonstrada, quando somos confrontados com os desafios.
Nas tragédias, não há heróis, nem heroínas, mas se tivermos que defender um filho , todos somos gigantes.
O nosso subconsciente, que é o nosso melhor aliado, nos impulsiona, nos empurra, e com a força de um Golias, e ferocidade de uma Leoa defendemos a nossa cria.
Claro que eu poderia contar a minha história.
Poderia dizer-te quantas vezes me humilhei, chorei, e que como mulher me anulei.
Poderia contar-te quantas vezes olhei para o espelho, e não me reconheci na imagem que o este me devolvia.
Quantas vezes perguntei: quem é aquela desconhecida que me olha? Sombria, cinzenta e amarga, que quer ela de mim? Mas, este nunca me responde e nunca poderia.

Mas claro que eu tenho a lucidez, para saber distinguir, um dia mau, de um bom.
Claro que aquela que me olha sou mesmo eu, e com cara de imbecil, como se a vida tivesse alguma culpa das minhas decisões erradas .
Aquela sou eu, sim eu sei, mas não eu na íntegra
Estou apenas confrontada com uma partícula mais sombria, uma equação ou formula errada, um cromossoma aleijado, invalido, seja lá o que isto queira dizer.
O meu ADN é como um dicionário, com muito conhecimento, e tenho milhares de cromossomas com faces que nada tem a ver com esta coisa que o espelho me devolve.
Mas, perguntará o leitor, e com toda a razão.
O que tem isto tudo a ver com o inicio da historia.Na verdade nem sei porque comecei este livro, contando a historia desta minha amiga.
Não vou viver a vida dela, nem ela vai viver a minha.
O que pretendo afinal?
Experimentar sentimentos?
Escrever as páginas da minha vida?
O que é que a vida dela pode acrescentar à minha?
Que procuro eu afinal?
Exprimir sentimentos, encher chouriços, ou escrever páginas da minha vida!
Pretendo criar a minha formula de vida, ou viver sobre uma formúla padronizada?
Gomos da mesma laranja, grão da mesma vagem, ou mais romântico ainda, encontrar a alma gémea!
Mas o que estou a fazer, é apenas a “tapar o sol com a peneira”.
Quem sou, o que quero, e para onde vou, esta é a essência da questão.
Se eu aceitar que sou apenas, um peão de um jogo que outro qualquer vai jogar, tudo bem, ficarei sentada na vida, ver-me a ser manipulada, manobrada.
Claro que o jogador, fará sempre batota, fazem sempre.
Não, não posso aceitar, a vida é mais que um jogo: mas mesmo que seja um jogo, apenas eu terei o livre arbítrio, de baralhar, partir, e jogar.
Mas se pelo contrario, eu aceitar, que sou uma peça de um imenso puzzle, e que para as peças serem encaixadas, umas nas outras, terei que errar muitas vezes.
Pois para erguer esta pirâmide que é a vida, talvez tenha que limar muitas arestas destas peças, para que elas se possam encaixar umas nas outras.
Uma encruzilhada, dois caminhos…
Um caminho longo a percorrer.
Um livro com as folhas em branco, que eu tenho que escrever.
No meu livro, posso escrever arco-íris, muitas paginas de mel e de fel.
Haverá dias em que escreverei a minha história com o sal das minhas lágrimas, ou com o meu próprio sangue.
Mas a minha vida, serei eu a escrever, eu decidirei sozinha, pois não posso dizer a ninguém, que errei, porque fui mal aconselhada .
Meu tino, meu destino: Este será o meu lema
E volto a fazer a pergunta:
Quem são os personagens desta historia?
Bem meus amigos, os personagens, são apenas protagonistas da vida.
A história começa com uma mulher a dizer que era feliz, realizada, com um filho maravilhoso.
Pois bem então e uma mulher feliz, treme perante um outro olhar?
Sente o coração disparar, as pernas a tremer os alicerces dessa felicidade apregoada, caírem como um baralho de cartas?
Mas afinal, como se pode dizer, eu sou feliz, tenho uma vida completa tenho tudo…
Tudo?
É verdade sim, tenho tudo dentro do tal padrão, que alguém inventou.
Mas se o ser humano é tão diferente, como pode a forma em que se cozinha uma felicidade servir para cozinhar outra?
Sim, porque ser feliz nesta sociedade, é ter uma carreira, um casamento, filhos, casa ,carro, férias no estrangeiro.
Não, este modelo de felicidade, não pode ser igual para todos. A fórmula de um não pode ser igual para outro.

Talvez por isso, a história de outros nos diga tanto. Porque nos revemos no que não somos mas queríamos ter sido, no que fomos mas não quereríamos ter sido, no que nunca fomos, no que sempre seremos.

Talvez por isso para cada um de nós haja um final diferente para:  Olhos que não vêem ……………

September 03

CONTOS PARTILHADOS – OLHOS QUE NÃO VÊEM

 

 

Finalmente o tão aguardado CONTO PARTILHADO

Agradeço o vosso interesse por este pequeno contributo para a literatura nacional

Se porventura nestes contos a 4 mãos que hoje iniciamos, viermos a encontrar material que possa ser compilado para depois tentarmos publicar e reverter as eventuais receitas para a caridade, ideia da minha ENORMISSIMA amiga Angelina Andrade, que há muito dedica a sua vida a causas humanitárias muito válidas, assim o faremos.

 

Sem mais demoras, o primeiro Conto Partilhado vai chamar-se Olhos que não vêem

conforme combinado será iniciado por mim. As primeiras 3 mãos restantes serão e por esta ordem:

Angelina Andrade

Liz

Ana

 

Entreguei hoje por mensagem a primeira parte do Conto ( do qual vos deixo um  excerto para abrir apetites) à minha querida Angelina que tem até ao próximo dia 13 de Setembro para o continuar e enviar também por mensagem à Liz que o passará até ao dia 20 de Setembro à Ana e esta o enviará completo até ao dia 27 de Setembro. Até ao dia 30 de Setembro será publicado o conto na íntegra para quem queira apreciar.

No dia 4 de Outubro outro Conto será entregue a outras 3 mãos das já inscritas neste espaço ou outras que entretanto se venham a inscrever

 

OLHOS QUE NÃO VÊEM

 

Uma vida inteira de felicidade era o que recordava, enquanto descansava um pouco, sentada numa das mesas de restaurante que resolvera inaugurar alguns meses atrás. Mais um dos seus famosos: criar primeiro, pensar depois. Fora sempre a impulsividade que a guiara e seduzira, a sua maior virtude, mas igualmente o seu maior defeito. Mas, feitas as contas o balanço era mais que positivo. Tinha em todas as circunstâncias conseguido alcançar o que desejava. Sempre!. Muitas vezes inesperadamente. Por isso, sempre que se analisava (como agora, aproveitando o único minuto em que se sentava desde as cinco da manhã), chegava sempre á mesma conclusão: era feliz e realizada. Absolutamente realizada.Um curso superior que não exercia por opção, por sempre haver posto a família em primeiro lugar, um companheiro de há doze anos maravilhoso, dedicado, apaixonado e principalmente “a cereja no topo do bolo”, um filho absolutamente brilhante, saudável, lindo e inteligente.

Era sempre nestas alturas que se recorria de explicações metafísicas: que estaria no fim do caminho em direcção à Luz, que o seu espírito seria velho no seu caminho e que este seria o último estádio do seu crescimento espiritual. Talvez fosse até a sua última passagem por aqui. É que, apesar de ter sido educada no seio da Igreja Cristã Católica, tinha sede de conhecimento que lhe abrira novos horizontes e que lhe terá aberto o espírito e ser defensora de uma filosofia muito própria de vida, muito sua, muito “sui generis”.

( ……………………)

o resto enviei por mensagem à Angelina

espero que o final seja um conto que não se consegue parar de ler

e estou desejosa de saber que fará a Angelina “á batata quente” que lhe enviei

AS JÓIAS DA NAÇÃO – DR JOSÉ SILVA

 

 

Mais uma autêntica jóia da nação a navegar em águas estrangeiras

O seu nome não deixa equívocos quanto à sua origem, já que dois nomes mais portugueses que José e Silva será difícil de encontrar.

Tomou o caminho da biologia e mesmo tendo concluido a licenciatura na cidade do Porto, rumou a Londres.

Onze anos depois chefia um Laboratório na Universidade de Cambridge.

Este investigador de apenas 35 anos de idade tem artigos publicados nas mais prestigiadas revistas científicas mundiais, é um homem determinado.

No Reino Unido entrou em contacto com a investigação de ponta e descobriu o que faz uma célula adulta regressar ao estado estaminal embrionário.

Com esta brilhante descoberta abriu caminhos ( que agora explora) para a cura em definitivo de doenças como a de Alzheimer e Parkinson

O gene NANOG (terra dos sempre jovens em gaélico) é a chave do processo de regressão.

Nas palavras deste investigador:

“ Há doenças que não têm de existir … Não aceito que as coisas tenham de ser como são”

Embora gostasse não será tão cedo que voltará a Portugal, já que apesar de sentir que tem havido alguma evolução no campo da investigação, diz José Silva:

Aqui (em Londres) as regras são bem claras: se fazes um bom trabalho tens financiamento para continuar a investigação.

E, não havendo dúvidas acerca da qualidade do trabalho deste investigador e de tantos outros espalhados por esse Mundo fora, pergunto eu:

Qual é a parte desta frase que os nossos governantes não entendem?????????

 

Parabéns Dr. José Silva !!!!

Temos orgulho em si !!!!

 

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Fernando Pessoa dizia que "o português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja, porque somos um grande povo de heróis adiados".

Não estará na hora de mudarmos e sermos heróis AGORA, pelo menos na nossa vida e no tempo que nos resta?
 

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fatima mariawrote:
bom fim de semana doce amiguinho
beijocas
se muito feliz!!!!!
 
1 day ago
BOM FIM DE SEMANA,
 
AMIZADE MINHA!!
 
AMO TER SUA AMIZADE!!
 

 
Quando eu sinto que
estou desvanecendo,
eu fecho meus olhos e
percebo que meus
amigos são minha energia!!!

Com carinho

 

 

Beijos e afagos na alma

 

Denise Lane

Nov. 13

         Olá Amizade Minha       
        
               
 
                   
        
               

         
_ ,   μmα αmιzαdє é μm tєsσμrσ
        
(( <    qμє ηãσ sє þσdє þєrdєr.
       
./'—')     qμє βσm qμє tє єηcσηtrєι!
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   тε  /.|   αdσrσ!  ()

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Com carinho...

 

Beijos e afagos na alma

 

Denise Lane

 

AMO TER SUA AMIZADE

Oct. 21
Olha, minha doçura, eu pareço mas não sou ingrata nem desligada e isso.
Simplesmente tenho andado noutra, são coisas, não consigo mandar de vez em mim!
Não, nada de duques, só ralé! :(
Mas vim agora ler quase tudo.
Não me increvi para o teu conto partilhado porque sei lá no que ia meter pobres inocentes... :)
E depois tenho dias, uns que não me sobra um segundo e muitos em que fico sem ponta de graça e isso, era capaz de entupir a cadeia...
Chega de falar só aqui da je, fazer comentários por fazer faço no meu (...), mas também aquilo é uma espelunca e isso, aqui nesta tua jóia só faço se sentir que melhora o astral, e daqueles queridos não me ocorreu nada de pessoal a dizer, salvo que fizeram bem, deram às de Vila Diogo, eu sei que parece mal dizer mas se todos derem isto fica só pra nós...
E depois de nós fica pra quem?...
Quero dizer com isto que se puderes convence o teu menino a ficar, não vai ser famoso e isso mas nós fazemos-lhe bolinhos e versinhos e quem melhor que nós para estragar um nino com mimos? Isso sim, é o nosso orgulho de lusitanas! Lá naqueles sítios comem todos fast food, ficam obesos, feiosos e depois ninguém lhes faz miminhos. E quanto a versinhos!...
Credo, eu fico!
Beijocas, meu must.
Oct. 16


Minha vida é como uma enciclopédia:
cada ano um livro, cada dia uma página,
cada hora um texto , cada minuto uma palavra,
e a cada segundo entre o sim e o não, a
história toda pode mudar.



Com carinho...



Beijos e afagos na alma

Denise Lane

AMO TER SUA AMIZADE
Oct. 14